Recuperando os eSports Imprimir E-mail
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Por Philip Melo de Almeida, 13/04/09 às 06:28
Aí está uma coisa que vocês devem se acostumar a ver nos próximos anos: tentativas, maneiras, novas idéias e mãos-de-midas pra salvação do antigo sonho. O mal que atacou os esportes eletrônicos - aquele mesmo mal especulativo, de promessas de premiações, salários e campeonatos multimilionários - foi o mesmo que atacou as grandes bolsas mundiais. Vendeu-se mais do que havia para ser vendido. As causas podem ser as mais diversas. Poderíamos escrever linhas e linhas aqui tentando explicar e mostrar exemplos. Mas, que tal pular essa parte e partir pro que interessa? Como vamos fazer pra reconstruir - dessa vez com bases sólidas - nosso mercado?

Como sabemos, o capital hoje em dia está curto e os investidores procuram pôr sua grana em lugares onde ela comprovadamente dará lucro. Será muito difícil, daqui em diante, angariar fundos para mercados pouco desenvolvidos, como o dos jogos de computador. E o que comprovadamente dá lucro? Bem, no nosso caso temos imensas feiras de informática, vídeo-games, animes e RPG. Todos são nichos jovens que têm ligação com a tecnologia. Esse seria um bom começo. Por que não agregar uma final de campeonato nacional a um desses negócios que comprovadamente dão lucro? Basta você ir a um deles para ver os stands das grandes marcas por lá, esperando gravar seus nomes na cabeça daquele pessoal todo.

De outro lado, por que não fazer um mega evento agregado a um campeonato? NCG, Brasil Cup, Norte Gaming, Masters of Qualquercoisa, entre outros, poderiam tornar-se eventos do nível de uma final nacional de WCG ou de ESWC. Produtoras de evento são o que não faltam por aí, basta “descobrirem” este mercado ainda pouco explorado. Não adianta querer ficar fazendo “eventozinho” “amadorzinho” na “lan-housezinha”.

Beleza, beleza, Cyber... até agora você falou sobre algumas coisinhas pra tentar passar pra um outro nível de eventos. Mas e o meu time? Será que tu tens alguma fórmula mágica pra eu conseguir um patrocínio e viver disso? Pois bem... tem aquela que... eeeerrr. Pois é, né? Tem não. Veja bem, tem muito nego por aí que joga ping-pong, tênis, decatlon, marcha-atlética, salto com e sem vara, patinação no gelo, jiu-jitsu, judô, aikidô e até o pesca-&-companhia. Isso sem falar nos poderosos basquete, vôlei e futebol. Então, filho, você tem uma moçada pra disputar.

Que tal, então, começar pelo lugar certo? Procure pelas empresas que realmente se interessariam neste público? Procure lojas de informática, pizzarias, rouparias, casas de show, lanchonetes, criadoras de software, provedores de internet e quaisquer outras que você achar que se interessariam em divulgar seus produtos e serviços para jovens e adultos. O que? Se eu esqueci das lan houses? Pois bem.

Aqui, em Manaus, as Lan Houses possuem uma rivalidade muito legal. Tem time da Spider que é rival da galera da Area 51, tem gente da Maximus que é rival da Castelo, nego da Invasion que não se pega com players da M&M. E por aí vai. Esses jogadores acabam por se tornar os ídolos do pessoal que joga em suas respectivas lans. E é assim que deve ser. Esta rivalidade deve ser explorada, pois movimenta o cenário. E às lans cabe incentivar e dar um local de treino pra esse pessoal todo. Mais: devem se unir e realizar campeonatos entre duas ou mais delas pra manter a galera naquele espírito competitivo.

E é isso aí. São apenas um bocado de idéias que pretendo, inclusive, implantar por aqui. Ainda tem muito caroço nesse angu e ainda há muito a se falar sobre o assunto. O debate é saudável.

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Adicionar ComentárioComentários (1)
Escrito por smile, 13/04, 18:53
Só não acho que estamos falando de um mercado pouco desenvolvido. Talvez, pouco explorado seja mais correto... ;P
Investimentos nos eSports sempre tiveram um feedback positivo. Estamos falando de um público jovem, ativo, sonho de muita empresa...
O problema é que enqto no Brasil ainda somos perseguidos, lá fora alguns se deslumbraram mais do que devia. Não é pra ser nem 8 nem 80 ;P
E quanto a patrocínio de clãs, a comunidade brasileira ainda tem que amadurecer muito. Nego quer dar uma de vampiro: sugar, sugar e nada em troca. Nenhuma parceria pode funcionar assim.
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