| Era uma vez... |
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| Por Felipe Sahade, 07/04/09 às 21:44 | |
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Crise, crise, crise. Não se ouve outra palavra nos últimos meses que não seja ela. Com o anúncio da falência
da Games Service, organizadora da ESWC, diversas discussões surgiram na internet sobre a atual situação do mercado gamer. Alguns tentam disfarçar com o papo de que "a bolha está apenas desinchando", o que não deixa de ser verdade, mas o buraco é mais fundo do que se imagina.
Nós últimos anos o eSport cresceu assustadoramente, atraiu olhares de grandes empresas em busca de um setor até então quase que inexplorado. Gamers dispostos a tudo para ter o emprego dos sonhos: ser um jogador profissional de video-game. E em torno desse conto de fadas vale qualquer coisa para atrair mais e mais adeptos. Porém, tornar-se um profissional requer tempo, treino e sacrifício para que, no fim, você seja recompensado com títulos, reconhecimento e dinheiro. Nada anormal, afinal, ninguém irá se dedicar quase que full-time, representando a bandeira de terceiros, sem que haja retorno. Triste é quando essa lógica é quebrada, e o mundo encantado vira pesadelo. O que vemos hoje são salários atrasados, premiações não pagas ou desaparecidas e uma lista de finados capaz de formar uma indigesta sopa de letras: desde a CPL e seu tour surreal, CXG, WSVG, CGS, até os atuais casos da IEST e ESWC, provando que, no mínimo, alguma coisa está errada na essência. Soma-se isso ao atual clima financeiro, fuga de investidores de peso como AMD e Nvidia, e a bomba está armada. É aquela velha história da bola de neve. Talvez, se premiações tentadoras não tivessem sido prometidas com dinheiro que ainda iria chegar; se contratos estratosféricos não tivessem sido assinados ignorando a realidade; se as organizações apredessem que patrocinadores não são galinhas dos ovos de ouro; e se os grandes eventos tentassem se unir ao invés de se digladiarem por uma maior atenção da mídia; a avalanche não seria tão grande. Fato é que a época de experimentos já passou e é hora de, em meio ao caos, as organizações cyberesportivas tentarem construir algo que, me arrisco a dizer, nunca tiveram: credibilidade. Há gente que prega o radicalismo, com os esportes eletrônicos voltando ao tempo dos patrocínios de LAN Houses e da cerveja no fim de semana... Besteira. Depois de tanta luta, isso seria um retrocesso sem igual, jogando no lixo todo trabalho de reconstrução da sua imagem perante a sociedade. É o momento quando o "oba oba" sai de cena para dar lugar a teoria "pé no chão". Durante esse processo, muito provavelmente outros nomes se juntarão aos já citados. Quem sabe enfrentaremos nos próximos meses uma renovação em massa, com os jogadores old school - decepcionados ou cansados demais para esperar um renascimento - abrindo espaço para outros jovens, em novas ligas, com novas modalidades... Inegável é que teremos de nos adaptar. Pode ser que leve algum tempo até que empresas sintam-se confiantes para investir no mercado novamente, mas sejamos pacientes. A boa notícia é que, enquanto houver uma comunidade hardcore como esta para ser explorada, o eSport não morrerá. E o que não mata, fortalece. Comentários (2)Este conteúdo foi trancado. Não será possível postar novos comentários.
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Comentários



Fato é que os grandes eventos de eSport precisam de um "algo mais". Pra mim, deveriam ser aderidos às feiras de informática, que têm reais chances de retorno.